Setembro 2010 Outubro 2010
Do Se Te Qu Qu Se
1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30
Home seta Historial

Historial criar PDF versão para impressão enviar por e-mail

1980: A Fundação

Por iniciativa de alguns jovens residentes nos primeiros prédios construídos pelo IFH, na então chamada “Monte Mosca”, nascia a 22 de Dezembro de 1980, a Associação “PRÉDIO FUTEBOL CLUBE”, cuja finalidade era proporcionar às crianças do bairro e às que ali conviviam, diariamente, a prática do futebol.

Deste grupo de jovens, amantes do desporto e embrenhados de um forte espírito cívico, que constituíram a primeira equipa do Prédio, destacavam-se os nomes de César Correia e Silva e Emanuel Parreira, os mentores e impulsionadores do projecto e que acabariam mesmo por deixar de jogar para assegurar os destinos do clube que acabavam de criar, com particular destaque para o César que se assume como o 1º Presidente do Prédio.

 

1981/1984: Os primeiros tempos

Foram dedicados quase exclusivamente ao futebol que, graças à participação de várias equipas e às vitórias alcançadas em diversas provas juvenis – torneios inter-zonas – cedo contagiou os jovens de todo o bairro, dando a equipa o nome que hoje identifica o bairro “PREDIO”, para além de ter funcionado, na vertente social, como um importante elemento de integração entre os jovens aí residentes e os jovens dos outros bairros da ASA, particularmente do “Brasil”.

Paralelamente, deu-se início à prática do andebol com a criação de uma equipa feminina em seniores que ficou na história da modalidade, não só pelas excelentes praticantes que contava no seu seio, como fundamentalmente pela conquista do 1º campeonato regional organizado na época.

Em termos directivos, o clube acaba por ter neste período mais três Presidentes: Fernando Almeida (Nando), Isaack e Francisco Monteiro “Frank”.

 

1985: A oficialização

Com o crescimento e a consolidação da sua estrutura, aliado a um grande dinamismo social resultante do apoio e envolvimento de grande parte dos pais dos atletas, foi aprovado, a 9 de Fevereiro de 1985, através da Portaria n.º5/85 do Ministro da Educação, publicado no B.O. n.6, da mesma data, o primeiro Estatuto do Prédio com a denominação Clube Desportivo Recreativo e Cultural “Prédio”, tendo-se assumido como Presidentes da Direcção e da Assembleia Geral, os Srs. António Pedro Ferreira “Tonequinhas” e António Lopes da Silva “Pantchol”, respectivamente.

Formalmente constituído, o clube começou a aderir a outras actividades e a sua dinâmica atingiu tal ponto, que já era uma referência nacional do associativismo juvenil, tanto pelo seu papel na promoção da prática desportiva enquanto actividade de ocupação de tempos livres e veículo de formação dos jovens, como ainda pela sua intervenção social e culturalmente relevantes junto da sociedade, particularmente na comunidade onde estava inserido.


1986/1989: A afirmação

Foi o período da afirmação do clube no contexto desportivo, com a expansão da prática do futebol aos vários escalões – com a participação, pela 1ª vez, no campeonato regional da 2ª divisão, na época desportiva 87/88 – a consolidação do andebol e aposta no basquetebol, tanto a nível de competição, como em termos de formação e iniciação desportiva com a criação de uma das primeiras Escolas de mini-basquetebol do país, em Junho de 1986.

Em Março de 1988, o Prédio contava já com cerca de 150 sócios e mais de 200 atletas (dos 10 aos 23 anos), assumindo-se em termos desportivos como um grande viveiro de futebolistas e a melhor equipa de Santiago em andebol feminino, com a conquista dos três únicos campeonatos oficiais realizados até à data.

 

1990/1995: Os anos dourados

Efectivamente, após a afirmação da Associação no plano desportivo e social, tanto a nível regional, como a nível nacional, fruto dos diversos intercâmbios desportivos realizados então no interior de Santiago, em S. Vicente e no Sal, e também dos primeiros sucessos desportivos, o Prédio entraria na fase de ouro da sua história, com as suas inúmeras e, quiçá, mais importantes conquistas.

No futebol, o Prédio sagrar-se-ia campeão regional da 2ª divisão na época 91/92, participando no ano seguinte na prova rainha do campeonato regional de Santiago com uma equipa recheada de jovens valores que, apesar de se ter classificado no penúltimo lugar, deixaria no Estádio da Várzea uma excelente imagem. 

No basquetebol, assistiu-se à conquista de inúmeros títulos regionais nos diversos escalões (iniciados a juniores) e do 1º campeonato nacional de juniores, realizado na cidade do Mindelo, na época 1993/94.

No andebol, depois de alguns anos de ausência, é formada uma equipa feminina de Sub-20 que acaba por conquistar dois títulos regionais consecutivos, nas épocas 93/94 e 94/95.

A Presidência da Associação é ocupada, em 1991, pelo Sr. Semedo e Brito que, após cumprir um mandato, passa o testemunho ao Sr. Emanuel Brito, mais conhecido por “Titino”, que assegura os destinos do Prédio entre 1993 e 1994.

 

 1996: O novo Estatuto e a Sede Social

Em 1996, reformulou-se o estatuto, com uma nova denominação a ser adoptada – Associação Desportiva Recreativa e Cultural PRÉDIO – numa Assembleia Geral de sócios bastante concorrida e que acaba por eleger uma nova Direcção, presidida por António Lopes da Silva “Tober”.

Neste mesmo ano, foi inaugurada a 1ª sede social da Associação, no bairro do Prédio, através da cedência gratuita de um espaço pela IFH. Representando um orgulho imponente dos “Predienses” e montra das inúmeras conquistas, ainda para mais numa época em que poucos, mesmo os grandes clubes cabo-verdianos, poderiam orgulhar-se de tal feito, a sede social serviu para catapultar a imagem da Associação, ao mesmo tempo que funcionou como um importante veículo de convívio e confraternização entre os sócios e uma referência para os jovens do bairro.

 

1997/2000: O prelúdio da crise

Não obstante alguns bons resultados desportivos, designadamente as conquistas do campeonato regional de basquetebol, em seniores masculino, dos campeonatos regional e nacional de andebol, em seniores feminino, na época 96/97, e o funcionamento em pleno da sede social, como local de convívio e confraternização entre atletas, sócios e fundadores, começa-se a sentir os primeiros sinais da crise que viria a se instalar na Associação, com o vazio directivo a partir dos finais do ano de 1998, e o declínio na participação nas competições regionais das diversas modalidades.

 

2001/2003: O desmoronamento

Foi o período negro da história da nossa Associação, sem uma Direcção formalmente eleita, e mais do que isso, praticamente sem nenhuma actividade desportiva, à excepção das equipas de voleibol, masculino e feminino, que acabariam, de resto por ter vida curta, apesar dos sucessos desportivos alcançados – conquista dos campeonatos regionais e participação nos nacionais, na época 2000/01.
Dir-se-ia, pois, que o Prédio estava a desmoronar-se, restando do passado glorioso apenas lembranças e ruínas.

Felizmente, aquilo que seria uma tragédia, acabou por não acontecer, graças aos esforços individuais de um grupo de sócios que, recusando assistir impávida e serenamente o ruir do grande projecto que era o Prédio, acabaram por criar sucessivas Comissões de Gestão, dotadas de plenos poderes para dirigir os destinos da Associação, primeiro sob a coordenação do Rui Dupret “Djoca” (2000/2002) e, posteriormente, sob a direcção, uma vez mais, do César Correia e Silva (2002/2004).

É, é neste período, também, que a sede social é tomada pela IFH, que alega uso indevido por parte do Prédio, num imbróglio que até à data ainda não se resolveu.

 

2004: A refundação

Tal e qual uma grande e batalhadora família que se vê em apuros, este período cinzento da história do Prédio, contribuiu para que, em torno da Associação, fosse criado um grande movimento de pessoas, cheias de vontade e amor  a esta causa e empenhadas em reconstruir os alicerces de um novo Prédio, sem esquecer, como é óbvio, das fundações antigas, dos princípios e costumes habituais e dos laços de solidariedade e de camaradagem de sempre.

Assim, o grupo que havia garantido que a nau não se naufragasse, deu lugar a uma Comissão Ad-hoc, constituída na sua maioria por ex-atletas do Prédio que regressavam do estudo, entre os quais, Dúnia Pereira, Nuno Furtado, Lamine Delgado, Nuno Leite, Eneida Lima e Aleida Monteiro, cuja missão era preparar, em tempo recorde, uma Assembleia Geral dos sócios, através da qual seriam eleitos os novos órgãos sociais da Associação.

Estava assim dado o 1º passo para a refundação do Prédio, com a eleição por unanimidade dos sócios presentes, de uma nova Direcção, presidida por Luís Leite, e tendo como Presidente da Assembleia Geral, o fundador e carismático César Correia e Silva.

Esta Direcção, caracterizada pela juventude dos seus membros, elegeria como meta principal a credibilização e reorganização da Associação, de forma a recolocá-la nos patamares dantes ocupados em termos do associativismo nacional, tendo para o efeito apresentado uma Plataforma Programática que assentava em 4 vectores estratégicos, sendo as duas principais, a organização interna da Associação e a definição e implementação de uma política desportiva sólida e sustentável.

 

2005/…: A edificação de um novo Prédio

O ano de 2005 ficou marcado pelo relançamento em força da Associação, nos mais diversos domínios, tendo como o grande destaque, contudo, as actividades comemorativas do XXV aniversário do Prédio, particularmente a “Gala 25 Anos, 25 Homenagens” que reunindo mais de duas centenas e meias de pessoas, entre antigos dirigentes, sócios e atletas e aqueles que hoje dão vida à Associação, serviu para homenagear todos quantos deram o seu contributo ao Prédio, durante a sua história.

Em termos da organização interna, com o processo de refiliação dos sócios e a consolidação financeira e patrimonial da Associação, quer através da cobrança de quotas, quer com recurso a patrocínios e protocolos de cooperação com empresas e entidades públicas.

Ao nível do marketing e das relações institucionais, com uma forte campanha promocional na Comunicação Social, cujo ponto alto foi a recente apresentação do novo logótipo da Associação, que representou uma aposta clara na inovação e na modernidade.

No que concerne às actividades sociais, culturais e recreativas, com a realização de um leque diversificado de iniciativas, entre as quais, o Projecto “Prédio: Bairro limpo e verde”, as festas temáticas (#2) e as Palestras sobre temas interessantes para a juventude – Desporto, Droga, Alcoolismos e HIV Sida.

Finalmente, no domínio desportivo, com uma aposta forte na formação, através da Escola de Iniciação Desportiva “Caçulinhas do Prédio”, que conta presentemente com cerca de três dezenas de crianças inscritas, de ambos os sexos, e o reaparecimento do Prédio na disputa das provas oficiais, designadamente com a participação no campeonato regional de basquetebol de Santiago Sul, com uma equipa de seniores masculino que foi vice-campeã e, na modalidade de voleibol, com a criação de uma equipa, também em seniores masculino que, para além de se ter sagrado campeão regional, foi vice nas provas nacionais, disputadas na cidade do Mindelo.

 
 
Patrocinador Oficial
logo_cvtelecom
forum
assine_guestbook
 
 
© 2010 Associação Desportiva Recreativa e Cultural do PRÉDIO